Handebol: Presidente promete apoio a clubes na Liga 2014 Atletas celebram dinheiro, mas pedem liga forte no Brasil
Seleções terão apoio maior da CBHb
Seleções terão apoio maior da CBHb
Por Fabrício Marques
Brasília
Representantes das seleções masculina e feminina de handebol participaram nesta quarta-feira, em Brasília, do anúncio dos novos patrocínios do Banco do Brasil e dos Correios à Confederação Brasileira de Handebol (CBHb). Eles comemoraram bastante o investimento recorde de recursos na modalidade , que serão aplicados principalmente nas seleções principais e de base. No entanto, com a maioria dos jogadores de alto rendimento atuando fora do Brasil, os atletas também cobraram o fortalecimento dos clubes no país.
- Estou muito feliz por fazer parte deste projeto. Comecei na seleção brasileira em 2000 e passei por períodos complicados. Vejo agora que estamos crescendo e podemos buscar o pódio olímpico. Estamos recebendo o apoio na seleção, o que é ótimo, mas ainda falta estrutura na base. Nosso Brasil é muito grande e temos muitos atletas com bom nível. É preciso apoio financeiro para as equipes de todo o país. Hoje, se tivermos sete times é muito. Então, tem muitos atletas que começam a crescer na modalidade, mas precisam decidir se vão estudar ou seguir no esporte, porque é muito difícil - afirmou a pivô Dani Piedade, que joga pelo Krim Ljubljana, da Eslovênia, e foi uma das primeiras atletas brasileiras a seguir para o handebol europeu.
Outro que também comemorou os novos investimentos feitos na CBHb foi o armador Thiagus Petrus. Porém, o atleta, que atua pelo Naturhouse La Rioja, da Espanha, também falou sobre a necessidade de um campeonato mais forte no Brasil para crescimento da modalidade no país.
- Estou muito feliz de ver um esporte em que muitos trabalham e batalham há muito tempo começando a colher os primeiros grandes frutos. O patrocínio e a construção do novo centro de treinamentos vai ajudar na preparação da seleção e permitir que possamos ter mais jogos em um nível melhor. Mas acho que o principal diferencial que temos para os europeus é que lá a maioria dos países tem ligas fortes, jogam entre eles, estão todos perto. Aqui, nós temos uma liga bastante defasada, que precisa de ajuda e investimento. Talvez, com esses novos patrocínios, seja possível também levantar o nosso campeonato nacional.
O presidente da CBHb, Manoel Luiz Oliveira, admitiu que é preciso uma estruturação melhor dos campeonatos nacionais de handebol e afirmou que a confederação está procurando uma maneira de aumentar o apoio aos clubes.
- Temos uma liga nacional de handebol, porém não com a qualidade de desenvolvimento que necessitamos. Em conversas com o Ministério do Esporte vamos apresentar um projeto para uma liga mais profissional, apoiando os clubes, com 12 times no masculino e 12 no feminino. Queremos isso já para a próxima temporada - disse o presidente.
Segundo o secretário de alto rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, a pasta está disposta a ajudar no fortalecimento dos campeonatos, assim como tem feito em outras modalidades como vôlei e basquete.
- Tem uma discussão com a confederação para ter um apoio à liga. Hoje, tanto no basquete quanto no vôlei nós estamos estamos apoiando os campeonatos nacionais, o que tem sido bem sucedido. No handebol ainda estamos discutindo essa possibilidade para dar uma consistência maior aos times no Brasil. Hoje, a política esportiva do Ministério é muito específica para cada modalidade e vamos desenvolvendo ano a ano - explicou Leyser.
(Globo Esporte .com)

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